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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Eternamente

Postado por Gabi Fonseca. às 05:11 0 comentários
"Eu nunca a deixarei sozinha", foi a primeira coisa que eu pensei quando vi aqueles olhos. Dizem que os homens preferem as loiras, mas era difícil resistir aquele cabelo escuro. 
Levou um tempo pra eu convencê-la a sair comigo, ela me disse depois que tinha receio de se envolver com alguém tão misterioso, mas que não pôde resistir quando mostrei meus dentes e sorri. Nosso primeiro encontro foi perfeito, ela logo cedeu e me entregou seu coração. Pra sempre.
Desde então, nunca mais nos separamos, o verdadeiro amor é o que nos une e assim será durante toda nossa caminhada. Pra onde vamos? Não importa, já tenho quem eu mais desejei ao meu lado, a parada final é só uma consequência do destino.


-Mãe, mãe o que é isso? - disse o pequeno Arthur apontado.
- NÃO OLHE, MEU AMOR, NÃO OLHE!- gritou Madalena enquanto cobria os olhos do filho para impedi-lo de ver aquele homem ensaguentado algemado a um cadáver em uma das mãos e na outra segurava  um coração humano - não é nada meu filho, não é nada...
E a mãe abraçou Arthur torcendo para que aquele mostro não os visse, "por favor, meu Deus, por favor, não deixe que ele nos machuque, pobre moça, pobre moça... " pensou. Depois de um tempo o estranho se foi, mas Madelena sempre lembrará daqueles cabelo pretos arrastando no chão e dos olhar dele tão... tão apaixonado.


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Happy Halloween, my sweeties.;*


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Marcas

Postado por Gabi Fonseca. às 11:15 0 comentários
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib-AO-K-E4c9z7usy7z_ShMuRqaHStD6xnwVCls-xJN4PQjvktmJXurLdN5xKrcVAvHbubCHo41h37-M0YDpcgaE5kdEtYKKBGoOKVU-K7PthDoraWpaayzlMKLW3HMDUI1X72j-2paBw/s400/Romance_TeardropChandeliers_viaPinterest.com.jpg

Tons de sépia são tudo o que vejo agora, há uma beleza triste nessa imagem, há algo que me impede de te deixar ir, há algo que não te faz querer ficar. Somos perfeitos demais um pro outro, somos errados demais para fazer isso funcionar.
A cada combate você partia meu coração só para poder curá-lo com um sorriso. Por todo caminho ficaram os pedaços, mas agora são muitos para remendar.
Eu ainda preciso respirar fundo e achar forças para evitar suas ligações, eu ainda preciso colar meus pés no chão pra não correr no rumo dos seus olhos, mas eu sei que um dia isso tudo vai passar, vou ficar bem, apenas com algumas marcas, afinal só é amor se deixar vestígios.

sábado, 2 de novembro de 2013

Pequenas conclusões.

Postado por Gabi Fonseca. às 17:57 0 comentários


E chega um momento em que você percebe que as coisas mudaram, uns entendem logo de cara, já outros adiam esse entendimento ao máximo. É tão mais simples tampar a ferida do que mexer nela e perceber o quanto é funda, porém é a única maneira de curá-la ( quem dera fosse indolor).
Os lugares em que você ia sempre agora parecem tão distantes,  as músicas que você ouvia te fogem da memória e as pessoas com as quais você jurou estar junto para sempre simplesmente se foram. Não, não houve briga, nem isso aconteceu de uma hora para outra, foi as poucos, lentamente. Primeiro um dia, uma semana, um mês e quando você pisca os olhos já se passou um ano. Não é mágoa, não há rancor, elas simplesmente não  conseguiram permanecer contigo e a culpa é de quem? Nunca se saberá, talvez sua que recusou aquele convite por estar cansado, talvez delas que ficaram de ligar e não ligaram mas isso não importa muito.
Algum dia vocês irão se encontrar, trocaram olhares de nostalgia e frases como "o que você tem feito?","você sumiu, vê se aparace" e "vamos marcar" estarão presentes, acompanhadas de sorrisos cúmplices e que dizem " infelizmente isso não vai acontecer, mas foi bom te encontrar, aqueles dias me fazem falta". E aí daquele que não souber do que diz o sorriso, uma velha chama se reacenderá causando alguns dias de extrema saudade, mas que logo virão acompanhados da compreensão de que certas coisas e certas pessoas devem permanecer no passado por mais injusto que isso possa parecer, mesmo que não existam culpados.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Gelo

Postado por Gabi Fonseca. às 14:44 0 comentários


De um azul profundo, tão imenso quanto o oceano, tão denso como a neblina no inicio do dia, tão sombrio como a noite, meu coração se coloriu e você sabe, o quanto é difícil retirar essas tintas.
Eu até tentei mante-lo intacto, sem deixar ninguém chegar perto, não me deixando encantar por qualquer uma. Mas assim como uma tela em branco anseia pela arte, ele queria experimentar os mais doces sentimentos e seus olhos eram um convite irresistível.
Não entendo porque estas lágrimas são tão quentes, até parecem que querem queimar meu rosto frio ou que querem voltar a me esquentar.. Como se isso fosse possível, até minha alma está gelada.Petrificada. 
Por que eu ainda sinto você tão perto? Por que eu não consigo arrancar essa pedra que existe no meu peito e te entregar, nós dois (infelizmente) sabemos que é seu. Não ligo mais, eu só queria que cada gota do meu choro deixasse de parecer uma pequena esperança, se bem que, com esse vento, elas logo esfriam...Talvez eu devesse ter notado isso antes : tudo sempre tende a solidão do frio e nosso amor estava bem longe de ser uma chama que afastasse essa realidade.


sábado, 9 de março de 2013

Amigos de coração

Postado por Gabi Fonseca. às 09:14 0 comentários



Eu tenho alguns amigos com os quais eu mal falo, uma frase aqui, uma lembrança outrora, mas a certeza de que eles contribuem para a minha felicidade. Não importa quanto tempo a gente fique sem se falar, toda vez que eu ler algo eu lembrarei deles, certa música me lembra a menina de sorriso fácil e cabelos cacheados. certa poesia me lembra o garoto fofo apaixonado por palavras. Eles estão na categoria amigos de coração, eu não conheço toda a suas história, mas aí que está a graça, cada conversa uma nova descoberta e consolidação do sentimento.
E tudo isso prova que amizade é coisa de alma, transcende espaço, lugar e tempo e só diz respeito ao coração.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Palavras e sonhos.

Postado por Gabi Fonseca. às 06:23 0 comentários

Bruna Vieira.


Até parece que as palavras correm nas minhas veias, ao invés de hemácias eu tenho adjetivos e substituindo os glóbulos brancos estão os substantivos, E por esse motivo as palavras se juntam no meu coração, formando frases, essas frases vão para meu cérebro e tudo isso culmina em sonhos. Sonhos esses que me motivam a fazer o que eu quero. 
Foi de certa forma, uma surpresa quando essas palavras começaram a tomar forma, quem diria que eu a garota do interior estaria indo a Paris? Quem diria que eu iria ouvir alguém dizendo que se emocionou com um texto meu?  Foram apenas poucos anos mas que com certeza mudaram minha vida.
Hoje já faz algum tempo que eu me mudei, as inspirações mudaram, os cenários são diferentes mas essa paixão pelas palavras não para. Pelo contrário, ela aumenta a cada dia. É como se cada palavra que eu já imaginei estivesse se tornando matéria e virando uma escada, da qual cada degrau me deixa mais perto do meu objetivo e quando é o limite? Não sei, tem aquela frase clássica de " o céu é o limite", então para mim o limite é as estrelas, pequenos faróis que me guiam.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sereias.

Postado por Gabi Fonseca. às 19:20 0 comentários


Ilustração de Amy

"Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca."( Dom Casmurro, Machado de Assis, cap. 32 )"
Depois de ler esse trecho percebi que havia escolhido o livro errado para afastar os meus pensamentos de você. Pois é, quase uma piada eu dizer que estava lendo, essa fora minha última esperança, meu jeito de tentar respirar em um mundo no qual você não existisse. Achei esse livro no canto da estante- aquela cheia de jogos que você sempre reclamou- não sei como ele foi parar ali, deve ter sido alguma leitura obrigatória para a escola, das quais eu nunca leio. Olhei para ele tentando lembrar se você alguma vez me falou sobre, acabei concluindo que não, então resolvi começar a ler, era um jeito de me distrair e levar meu pensamento para longe do seu rosto.
Mas aí eu percebi que o autor conseguiu definir seus olhos de melhor maneira possível  eu sempre te questionei no que estava pensando, seus olhos sempre traziam um brilho diferente, uma curiosidade que me assustava e encantava. Eu brincava que você era minha sereia e que o azul do seu olhar estava lá apenas para me encantar. Quão tolo eu fui, sereias apenas iludem os marinheiros, para os afogar depois.
E conforme eu ia lendo, nosso história se fundia com a de Bentinho e de Capitu, que engraçado um livro escrito há tanto tempo mas que o enredo se repete, com algumas mudanças, porém causando dor tão igual e tão intensa. Uma das coisas que diferem a nossa história daquela escrita por Machado é a certeza que eu tenho, ao contrário de Bentinho que viverá com a duvida eterna, eu tenho a certeza de que você estava com outro.
Eu os vi,  eu te vi olhando pra mim como quem pede perdão, esse olhar até poderia confundir os desavisados mas eu te conheço, cada expressão, cada gesto e aquilo foi apenas você lamentando perder seu brinquedo. Sim, eu mergulhei em seus olhos de ressaca, porém eu lutei contra as ondas, eu respirei fundo e continuei a nadar, um dia eu sei que sairei de imenso desse mar, vou respirar fundo e lembrar de você apenas como uma velha história,  um conto triste e um lembrete de que sereias existem e elas não apenas te afogam, elas também mastigam seu coração.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Responsabilidades.

Postado por Gabi Fonseca. às 09:55 0 comentários



Ilustração de Fadq


O tempo é algo tão relativo e misterioso, há apenas alguns anos tudo era tão fácil eu só precisava me preocupar em acordar cedo para ver desenhos ou com o porquê de haver letras nas equações matemáticas Encontrar meus amigos era algo tão comum quanto passar o dia curtindo preguiça ou brincando com apenas a imaginação - horas e horas imaginando mundos fantásticos escondidos em passagens secretas por toda casa.
E de repente num passe de mágica, assim como nas minhas fantasias, tudo mudou. Me falaram que agora eu tenho que ter responsabilidades, que eu preciso aprender a gerenciar meu tempo, que é necessário ganhar dinheiro, é preciso ter uma profissão, é preciso amadurecer. Mas quando foi que essa transição aconteceu? Quando eu deixei de ser uma criança pra me tornar o que sou agora?
Até parece que não faz muito tempo desde àquelas tardes de tédio... Como tudo passou tão rápido, como a vida corre e a gente tem de acompanha-la. Sinto falta daqueles dias, porém se lamentar pelas fases que passaram só fará com que você perca tempo e oportunidades.
Sim, eu confesso, quando pequena não me imaginei fazendo o que eu faço agora, mas foram minhas escolhas que me trouxeram até aqui, não me arrependo delas, não me arrependo de cada pessoa que essas escolhas me fizeram conhecer ou de cada lugar visitado, afinal viver é assim, a gente erra e aprende, nem sempre nessa ordem, nem sempre de um jeito fácil, mas é assim.
Além do mais, se um dia eu perceber que nada está me fazendo feliz eu só preciso relembrar quem eu era, sou e quero ser e me reinventar. Ao contrário da lagarta que tem apenas uma chance para se tornar borboleta, eu posso me transformar no que eu quiser, várias cores, formas, jeitos, um universo de oportunidades esperando por mim, para matar minha sede de mundo, matar minha vontade de ser, minha vontade de viver.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Meu porto seguro.

Postado por Gabi Fonseca. às 05:16 0 comentários

Vi a imagem aqui, mas se vcê for o dono let me know.


E mais uma vez eu procurei você pra me esconder, segurando-o bem forte e desejando que tudo a minha volta desaparecesse. Você sabe, há tempos que isso não acontecia, eu venho tentado me revestir de coragem e criar uma barreira anti-chateamento, mas tem horas que eu não consigo ser forte o suficiente. e acabo te procurando para afastar a tristeza e me acalmar. 
Desculpa, eu te molhar com minhas lágrimas, se bem que você não irá reclamar disso... como poderia?
Já passamos por tantas coisas juntos, tantas histórias, tantas frases, tantos sentimentos, tantos recomeços que nunca me atreveria a contar. Você já se modificou tanto, de pequeno à grande, de chato à interessantíssimo, de triste à alegre. Eu também mudei muito, cresci e amadureci,  busco agora em você coisas diferentes das quais eu queria antes.
É óbvio que você também está presente nos momentos de alegria ou melhor: eu já não consigo imaginar minha vida sem ti.
Engraçado é como na minha cabeça eu consegui juntar o amontoado de livros que já passam pela minha vida na palavra "você", se bem que assim é melhor porque apesar de cada livro ser único todos eles contribuíram para criar o amor que sinto pela leitura. Por isso que eu digo, livros são e sempre serão meu porto seguro. 


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O tempo

Postado por Gabi Fonseca. às 07:27 2 comentários


Você perguntou se eu ainda te amava, balancei a cabeça e murmurei um "não", mas em minha cabeça eu só conseguia pensar em como você seria bobo se acreditasse nessa mentira. Ou talvez, você ache mais simples acreditar...É, acho que isso explica o porquê você deu um sorriso e saiu, evitar conflitos sempre foi seu lema.
Aliais, por que você me fez essa pergunta? Como se isso fosse mudar alguma coisa, os erros já foram cometidos, o passado não vai mudar mesmo que eu queira... você também queria isso? Tenho minhas duvidas.
Mas ó, não se preocupe, eu vou sobreviver, vou parar de sentir saudades, vou parar de derramar lágrimas por tudo o que passou, vou voltar a aprender a sorrir, só preciso de um tempinho... E quanto a deixar de te amar? Ah, desculpa mas disso não serei capaz, não acho que dá pra "desamar" alguém mas sim transformar tudo o que eu sentia em algo novo. E é nisso em que eu me agarro, coisas novas, mudanças, afinal a vida é sobre isso, não é?
Só espero te encontrar daqui a uns anos e poder te abraçar, sorrir e dizer: "Ainda te amo, de eu jeito diferente, mas amo. Foi bom te ver, até mais". E você não iria pensar que eu estava me fazendo de forte ou superior, mas iria entender tudo o que eu sempre te falei sobre ciclos. De como o amor de verdade nunca morre e nós dois teremos uma vida feliz. Separados? Sim, mas sabendo que um ainda é importante para o outro e que por trás de toda aquela paixão havia amor, havia amizade.
 

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